Olha ao frio da noite
A congelar-me;
O branco da noite
A cegar-me;
Os calores de inverno
A matarem-me;
E os teus olhos
Que sabem ao anoitecer passageiro,
Percorrendo-me com a língua
O meu pescoço.
Encharcando o escuro dos meus olhos.
E orquídeas
Desfeitas demasiadas;
E todas as odes que de fiz,
De forma desalinhada
E todas as facadas penetradas,
Que em teu peito espetei,
Não passam das fagulhas
De um tempo que apaguei.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Lobo
Vi durante a minha vivência particular
Meia dúzia de garrafas ao luar
E amores desenfreados
Luxuosos, a uivar.
E dedos caprichosos
A fazerem relinchar
O meu amor
Nas pequenas dentadas a dar.
E em beijos perdidos
Vi a tua face a chorar
Suspiros vendidos
A sufocar tudo o que tinha para dar.
Mas… porque choras, querido?
Qual foi a palavra amarga
Não senti nem disse nada.
Tudo se resumo a um gemido
Oh! Mas quem és tu?
Não és quem amei
Não passas de um lobo
Que me quer devorar também.
Onde estás meu amor?
Procuro incansavelmente por ti
As brumas devoram-me em redor
Estou cansada de mim!
Oh! Está escuro
Estou perdida
Acho que tenho um furo
Acho que fui mordida!
Estou com medo!
O ar está pesado
E o meu degredo
Assombra-me o passado.
Diz-me como voltar
O cheiro é estranho
Estou quase a chorar
E o meu coração passa a castanho.
Estou a ouvir uivos
Mortíferos;
E avisto cabelos ruivos
Cometendo erros.
Onde estás?
Sinto saudades de te ver
Será que me apagarás?
Desejo fazer o teu amor doer.
Volta. Meu amor
Vejo escuridão
E sinto cada vez mais dor
E morro de paixão.
Diz-me mais para além de tudo
Parece que quero viver
Parece que vi um…vulto
Agora sim. Vou morrer.
Vejo a aproximares
De face modificada
E mais rude que mares
Fico sem os pedaços de nada
Vi-te: Tenho medo
Mostras-te modificado
Horrendo
Falta-te um bocado.
Tentas beijar-me
Não te vou resistir
Se queres morrer
Da vida começo a despedir.
Meia dúzia de garrafas ao luar
E amores desenfreados
Luxuosos, a uivar.
E dedos caprichosos
A fazerem relinchar
O meu amor
Nas pequenas dentadas a dar.
E em beijos perdidos
Vi a tua face a chorar
Suspiros vendidos
A sufocar tudo o que tinha para dar.
Mas… porque choras, querido?
Qual foi a palavra amarga
Não senti nem disse nada.
Tudo se resumo a um gemido
Oh! Mas quem és tu?
Não és quem amei
Não passas de um lobo
Que me quer devorar também.
Onde estás meu amor?
Procuro incansavelmente por ti
As brumas devoram-me em redor
Estou cansada de mim!
Oh! Está escuro
Estou perdida
Acho que tenho um furo
Acho que fui mordida!
Estou com medo!
O ar está pesado
E o meu degredo
Assombra-me o passado.
Diz-me como voltar
O cheiro é estranho
Estou quase a chorar
E o meu coração passa a castanho.
Estou a ouvir uivos
Mortíferos;
E avisto cabelos ruivos
Cometendo erros.
Onde estás?
Sinto saudades de te ver
Será que me apagarás?
Desejo fazer o teu amor doer.
Volta. Meu amor
Vejo escuridão
E sinto cada vez mais dor
E morro de paixão.
Diz-me mais para além de tudo
Parece que quero viver
Parece que vi um…vulto
Agora sim. Vou morrer.
Vejo a aproximares
De face modificada
E mais rude que mares
Fico sem os pedaços de nada
Vi-te: Tenho medo
Mostras-te modificado
Horrendo
Falta-te um bocado.
Tentas beijar-me
Não te vou resistir
Se queres morrer
Da vida começo a despedir.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Balada da meia-noite
Sinto os passos sórdidos
Esquecidos daquela noite de trovoada
Esquecendo todos os nossos desgostos
Despovoados de uma paixão que sempre
Te trouxe perante mim.
Enganei os mortos
Que por mim passaram,
Enganando as luas
Que tanto me desgastaram
Com conversas monótonas,
De quem não quer adormecer.
Mas eu quero desfalecer,
Fazer de conta
Que todas as nossas ternuras, são
Crepitadas
Por aquele desejo ardente
De eternamente me querer incendiar.
Mas tira o fósforo,
De perto de mim.
Esquecidos daquela noite de trovoada
Esquecendo todos os nossos desgostos
Despovoados de uma paixão que sempre
Te trouxe perante mim.
Enganei os mortos
Que por mim passaram,
Enganando as luas
Que tanto me desgastaram
Com conversas monótonas,
De quem não quer adormecer.
Mas eu quero desfalecer,
Fazer de conta
Que todas as nossas ternuras, são
Crepitadas
Por aquele desejo ardente
De eternamente me querer incendiar.
Mas tira o fósforo,
De perto de mim.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Porta
Consegues ver para além de mim
Mais que águas
E folhas de verde,
Carmim.
Quebras o sol
Apagando-o com
Facadas de meia-noite
E o verde, verde
Que meu sangue
Jorrou.
Acabas com um fim,
Um fim do meu fim
Que acabou comigo.
Enfim…
Entras no bosque
Ramificado de antigas tristezas
Qual a árvore que chora mais?
Vê-se orvalho
A sentir-se a tocar
Na minha pele.
Vejo palidez
E um ser que me apavora de morte.
Vejo monstros a reencarnarem
Na tua pele
Lixívia
E bocados de pele
Espalhados pelos cantos da tua boca
E desloca-se um sol
Fulminante.
De garras e gemidos
Entediante.
Agarra-se num cume de faca
Esperando não se sangrar demasiado
E faz-se fissuras imperfeições em bocados de nós.
Em que se transparece
Uma mágoa ditosa,
Imaginária.
Toda criada
Enquanto os nossos corpos nus
Se tocavam.
Levanta-se a madrugada
E fica-se com um dia sem sol.
Deixa-se escorrer a chuva
Nos meus cabelos ruivos
Amarelados
Gastos pelo tempo
E arde-me a inocência
E todas as virtudes que não
Possuo.
Afio os meus dentes
Com uma lima
De forma a parecerem mais
Bicudos
Que a ponta
Dos meus olhos
Cem mil verdades
De prazer.
Ruidosas a encaixarem-se em vácuos
Vazios de mim.
Apareces mais uma vez.
Fecha a porta,
Atrás de ti.
Mais que águas
E folhas de verde,
Carmim.
Quebras o sol
Apagando-o com
Facadas de meia-noite
E o verde, verde
Que meu sangue
Jorrou.
Acabas com um fim,
Um fim do meu fim
Que acabou comigo.
Enfim…
Entras no bosque
Ramificado de antigas tristezas
Qual a árvore que chora mais?
Vê-se orvalho
A sentir-se a tocar
Na minha pele.
Vejo palidez
E um ser que me apavora de morte.
Vejo monstros a reencarnarem
Na tua pele
Lixívia
E bocados de pele
Espalhados pelos cantos da tua boca
E desloca-se um sol
Fulminante.
De garras e gemidos
Entediante.
Agarra-se num cume de faca
Esperando não se sangrar demasiado
E faz-se fissuras imperfeições em bocados de nós.
Em que se transparece
Uma mágoa ditosa,
Imaginária.
Toda criada
Enquanto os nossos corpos nus
Se tocavam.
Levanta-se a madrugada
E fica-se com um dia sem sol.
Deixa-se escorrer a chuva
Nos meus cabelos ruivos
Amarelados
Gastos pelo tempo
E arde-me a inocência
E todas as virtudes que não
Possuo.
Afio os meus dentes
Com uma lima
De forma a parecerem mais
Bicudos
Que a ponta
Dos meus olhos
Cem mil verdades
De prazer.
Ruidosas a encaixarem-se em vácuos
Vazios de mim.
Apareces mais uma vez.
Fecha a porta,
Atrás de ti.
domingo, 14 de setembro de 2008
Cegueira de Desejo Carnal
Olho-te e encontro-te
Cada vez mais pequeno.
Desenhando-te vesículas
De tentação, subdesenvolvida
De miséria.
E imita-se a labareda de nada
Crescente em cada um de nós.
Com os pecados de cada dia absolvidos.
Como poeira de rios de angústia.
Morre-se com saudade
De um futuro,
Lacrimejante.
Com gemidos de prazer,
De ontem á noite.
Deixo de gostar de ti
Esperando que morras,
Bem no fim.
Aquecendo-me com cada partícula de suor
Que erradia do teu corpo.
Rezando-se
Como um lobo
Á espera de um cordeiro
Que se cai
Na armadilha
Na menção do desejo.
Pisando-te a carne,
Com pequenas mordidas
Enevoadas de um tempo
Próspero de nada.
Não me dês nada.
Esperando que fujas
Deixando-te ganhar caminho,
Derrete-se um grito
Que faz mossas
Nas nossas goelas.
E esconde-se
Não dizendo nada.
Shhhhh…
Como os mortos,
Como os vivos
Estão famintos…
De carnificina de olhos blindados
Com palas obliquas
De pecados
Bocados de nada.
Cada vez mais pequeno.
Desenhando-te vesículas
De tentação, subdesenvolvida
De miséria.
E imita-se a labareda de nada
Crescente em cada um de nós.
Com os pecados de cada dia absolvidos.
Como poeira de rios de angústia.
Morre-se com saudade
De um futuro,
Lacrimejante.
Com gemidos de prazer,
De ontem á noite.
Deixo de gostar de ti
Esperando que morras,
Bem no fim.
Aquecendo-me com cada partícula de suor
Que erradia do teu corpo.
Rezando-se
Como um lobo
Á espera de um cordeiro
Que se cai
Na armadilha
Na menção do desejo.
Pisando-te a carne,
Com pequenas mordidas
Enevoadas de um tempo
Próspero de nada.
Não me dês nada.
Esperando que fujas
Deixando-te ganhar caminho,
Derrete-se um grito
Que faz mossas
Nas nossas goelas.
E esconde-se
Não dizendo nada.
Shhhhh…
Como os mortos,
Como os vivos
Estão famintos…
De carnificina de olhos blindados
Com palas obliquas
De pecados
Bocados de nada.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
"Não fujas de mim"
Olha os olhos abertos,
Cheios de fome
De olhos amarelos
Cobertos de nada.
E o medo que se instala sobre nós
Não deixes a névoa passar.
Não fujas de mim
E de como o sono,
Corta-me os pulsos
Mostrando
O sangue brotar
Em pesadelos,
Devorantes.
Não fujas de mim
Sofres de uma alegria falsificada,
De nós de línguas
Cheias de vazio;
Opacas.
Um vivo beijo devorante
Que deseja da imensidão
De nós,
Brotar.
Mas,
Não fujas de mim
Palitas os dentes
Cheios de sangue
Saboreando os meus olhos
Rios,
De tinta vermelha.
Olha-se como sonho
Derramado
Em gotículas
Torradas e infelicidade.
Não tenhas medo de mim.
Queimo-me
Nos teus cabelos ruivos
De fogo veludo
E, a minha garganta
Arde como,
Labaredas provocadas pelos bicos
De fogões apagados
Não fujas de mim
Peço-te um copo de água
Gelado.
Querendo a minha garganta,
Atenuar
Talvez queime o frio
Talvez
Queime o diabo
Dentro de mim.
Mas não fujas de mim
Cheios de fome
De olhos amarelos
Cobertos de nada.
E o medo que se instala sobre nós
Não deixes a névoa passar.
Não fujas de mim
E de como o sono,
Corta-me os pulsos
Mostrando
O sangue brotar
Em pesadelos,
Devorantes.
Não fujas de mim
Sofres de uma alegria falsificada,
De nós de línguas
Cheias de vazio;
Opacas.
Um vivo beijo devorante
Que deseja da imensidão
De nós,
Brotar.
Mas,
Não fujas de mim
Palitas os dentes
Cheios de sangue
Saboreando os meus olhos
Rios,
De tinta vermelha.
Olha-se como sonho
Derramado
Em gotículas
Torradas e infelicidade.
Não tenhas medo de mim.
Queimo-me
Nos teus cabelos ruivos
De fogo veludo
E, a minha garganta
Arde como,
Labaredas provocadas pelos bicos
De fogões apagados
Não fujas de mim
Peço-te um copo de água
Gelado.
Querendo a minha garganta,
Atenuar
Talvez queime o frio
Talvez
Queime o diabo
Dentro de mim.
Mas não fujas de mim
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